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Entrevista De Emprego (parte 2): Não Tenho Formação Superior. E Agora?

Entrevista de emprego (parte 2): não tenho formação superior. E agora?

A qualificação profissional há muito deixou de ser um item de luxo e passou a ser uma prerrogativa para uma pessoa que deseja se manter empregável. Com a competitividade acirrada entre os que buscam uma colocação no mercado, conquistar uma posição de destaque tornou-se uma missão cada vez mais difícil e que exige a busca incessante por aprimoramento e conhecimento. A formação superior tem sido valorizada ao longo das últimas décadas. De acordo com o senso de educação superior do Ministério da Educação realizado pelo INEP em 2017, há hoje no Brasil 2.448 Instituições de Educação Superior (IES), das quais 82,5% são faculdades – as demais, universidades e centros universitários.

 

De acordo com o levantamento, as mulheres parecem procurar mais o ensino superior. Elas predominam no número de matriculados, tanto nas IES públicas quanto privadas. No total, considerando ambos os sexos, o número de estudantes que ingressaram em 2017 em cursos de graduação foi de 589.586 (quinhentos e oitenta e nove mil, quinhentos e oitenta e seis) estudantes na rede pública, enquanto na rede privada foi de 2.636.663 (dois milhões, seiscentos e trinta e seis mil, seiscentos e sessenta e três) estudantes.

 

 

Distribuição de estudantes ingressos em 2017 nas IES, por segmento. Fonte: INEP | Ministério da Educação – Brasil

 

Quando buscamos entender esse universo de mais de 3 milhões de estudantes, no tocante ao grau acadêmico optado pelos mesmos temos a seguinte distribuição:

 

Distribuição de estudantes ingressos em 2017, por grau acadêmico.                     Fonte: INEP | Ministério da Educação – Brasil

 

Esses dados são um indicativo da importância que a formação superior tem hoje na educação brasileira, e como os programas sociais de facilitação ao ingresso, como FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) criado em 1999 pelo governo Fernando Henrique Cardoso, ProUni (Programa Universidade para Todos), criado em 2004 pelo governo Lula, e outros, contribuíram para o aumento da demanda por cursos de formação superior. Cresceu o número de faculdades que, com o recebendo do financiamento público, puderam expandir suas estruturas, e isso  também atraiu o surgimento de novas instituições de olho na fatia de recursos públicos vinda desses programas. 

 

Leia aqui: Entrevista de emprego (parte 1): três coisas importantes que você deve saber.

 

Em 2015, 40% das matrículas no ensino superior privado se utilizaram do FIES. Uma fatia expressiva, se observarmos os mais de 2 milhões de alunos no segmento público, e os bilhões desses programas destinados a esses financiamentos.

Todas essas oportunidades e facilidades de acesso ao ensino superior, possibilitou que as Instituições de Ensino Superior (IES) colocassem no mercado um grande número de pessoas formadas, nas diversas graduações do ensino superior. Deixando de lado aqui as discussões sobre as qualidades de alguns dos cursos em muitas dessas instituições, o fato é que todo esse cenário estimulou a busca por qualificação através da formação superior, aumentando assim a oferta de profissionais com o ensino superior.

 

“Não ter uma formação superior compromete minha empregabilidade?”

A formação superior aumenta o peso do seu currículo para vagas mais qualificadas, e lhe dá possibilidade de alçar voos maiores, como por exemplo ocupar uma posição de liderança mais adiante. Contudo não há respostas prontas à essa pergunta, pois o caminho profissional que você pretende percorrer é um ponto importantíssimo. A formação acadêmica confere um maior embasamento teórico sobre um amplo campo ou área de atuação. Além disso, o IBGE aponta em sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua), que em 2017 o rendimento médio do brasileiro com formação superior completa é cerca de três vezes maior que o rendimento médio do brasileiro que tem apenas o ensino médio.

 

Dados PNAD Contínua. Fonte: Jornal O Globo

 

Por outro lado, algumas pessoas não se veem fazendo um curso superior, preferem a formação técnica, que se caracteriza por: se deter num campo mais específico de atuação, o curso tem uma duração menor, e estabelecer uma relação mais direta entre teoria e prática. Dada a carência em algumas áreas, em muitos casos os profissionais que concluem suas formações técnicas já saem com emprego certo.

Diante dessas possibilidades que o mercado apresenta, o que primeiro vai importar em sua preocupação quanto a investir numa formação superior ou formação técnica, são os objetivos estabelecidos para a sua carreira profissional. Se você ainda não definiu esses objetivos, busque ajuda profissional para não perder mais tempo.

 

“Não tenho formação técnica nem superior. O que posso destacar em minha entrevista?”

É o caso dos jovens que buscam o primeiro emprego, ou aquelas pessoas com bem mais tempo de atuação no mercado, mas sem formação superior.

 

  • PRIMEIRO EMREGO: pessoas em início de carreira, que concluíram o ensino médio, não tem ou estão iniciando uma formação superior. Não tem a experiência a seu favor;

 

  • MAIS EXPERIENTES: pessoas com vários anos de atuação no mercado, que não investiram em si mesmas, e agora estão diante da necessidade de se recolocarem e não tem uma formação superior. Sua área passou por modificações nos últimos anos e esta pessoa não se sente preparada ou segura para participar de processos seletivos.

 

O grupo do primeiro emprego tem o seu valor no mercado, e elementos que agregam à organização, como o fato de não terem “vícios” decorrentes de outras atividades e empresas, a possibilidade de serem moldados mais facilmente através da liderança e da cultura organizacional.

 

Já os mais experientes têm a seu favor o know how que construíram ao longo do tempo para oferecer à empresa. Naturalmente haverá desafios para aqueles de primeiro emprego, como: dosar sua expectativa pelo resultado a curtíssimo prazo; assim também os mais experientes enfrentam seus desafios, como: estar atento às novas tecnologias e estar aberto a desaprender para reaprender, tendo em vista que os processos se aprimoram ao longo dos tempos, e as empresas agregam novas práticas e tecnologias.

 

Em resumo, não é porque você está no início de sua vida profissional e não tem experiência,  que ficará necessariamente sem trabalho. Hoje você encontra oportunidades direcionadas especialmente para candidatos em início de carreira, sem qualquer experiência. São os chamados “CONTRATOS DE APRENDIZAGENS”, onde são dadas oportunidades aos jovens entre os 14 aos 24 anos.

 

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Contrato de Aprendizagem, é um contrato que pode durar até 2 anos, e que se dá em parceria com uma instituição formadora como o SENAC e CIEE. Durante esse período a empresa se compromete a contribuir para a formação teórica e prática do jovem, cumprindo uma carga horária de cerca de 4h diárias, dividindo-se em duas fases: uma prática na empresa, e outra teórica na instituição formadora.

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Além disso, o que as pessoas destes dois grupos têm e podem destacar durante uma entrevista são suas potencialidades, seus pontos fortes. Sua força de vontade, seu desejo de aprender, o desejo de trabalhar naquela empresa especificamente (para isso recomenda-se pesquisar sobre a empresa), e seu forte desejo de contribuir com os objetivos da organização. 

 

Aliado a tudo isso, deve estar o autoconhecimento que é fundamental, e ele se obtém a partir de uma autoanálise, através de vários recursos, dentre eles o processo de coaching e cursos voltados ao desenvolvimento pessoal.

 

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Desse modo, a melhor coisa que você pode fazer é estar seguro de si e destacar as vantagens que a empresa terá em contratá-lo. Se o recrutador percebê-lo muito preocupado com o fato de você não ter a experiência ou qualquer outra preocupação, isso pode acender uma luz amarela, e levar o entrevistador a se perguntar se a pessoa que está diante dele, está pronto/pronta para o desafio.

 

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