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Salário Emocional: Quando O Que Mais Importa Não é O Dinheiro

Salário emocional: Quando o que mais importa não é o dinheiro

Possivelmente, você ou algum conhecido seu já cogitou mudar de empresa, por considerar que mais importante que o fator financeiro, é o salário emocional e a realização profissional. Quando se pesquisam os aspectos que interferem na decisão de um colaborador em permanecer numa empresa, embora a remuneração apareça em uma posição de destaque, ela – a remuneração – tem um peso moderado na lista dos fatores que definem a permanência de uma pessoa numa organização.

Você pode não saber o que significa salário emocional, mas se em algum momento cogitou mudar de empresa, certamente sente falta dele, mesmo sem saber do que se trata. Você percebe que alguns elementos fariam uma enorme diferença na sua vida, e lhe proporcionariam maior bem-estar.

Talvez, contudo, você pertença a um grupo de pessoas que, além de saber do que se trata, já é beneficiado pelo salário emocional, mas ainda não está presente para as oportunidades que isso lhe proporciona. Se você se preocupa com o seu futuro, continue a ler esse artigo e saiba como aproveitar da melhor forma possível as oportunidades que o salário emocional lhe possibilitam.

Muitas empresas já têm em seu dia a dia, de forma institucionalizada, práticas que procuram atender as expectativas de seus colaboradores, sem que isso gere qualquer “clima” na relação com o gestor direto. A esses elementos, que estão voltados a atender expectativas dos colaboradores, se aplica o conceito de “salário emocional”, que significa recompensa ou contraprestação (em retribuição a).

 

Conceito

O termo salário faz referência ao pagamento pela prestação do serviço, enquanto que emocional faz alusão ao atendimento de necessidades intrínsecas das pessoas. Salário emocional é, portanto, qualquer forma de retribuição não monetária, por parte da empresa, ao colaborador. Tem o objetivo de atender necessidades pessoais, familiares e profissionais do empregado.

 

Tipos de salário emocional

O salário emocional, no entanto, vai além das adequações na estrutura física ou flexibilizações nas relações do dia a dia. Veja abaixo seis exemplos de salário emocional.

 

Vantagem competitiva e Estratégia

Em muitos segmentos as empresas disputam não apenas mercado, mas especialmente o capital intelectual qualificado, razão pela qual o salário emocional tem sido um fator a mais na retenção de talentos. Empresas como a Google, por exemplo, já são conhecidas pela adoção do conceito de salário emocional, e disponibilizam a seus colaboradores, salas de descanso, salões de jogos e outros espaços destinados a quebrarem o ritmo de trabalho sempre que necessário, para estimular a criatividade. Algumas mais ousadas permitem inclusive que o funcionário leve o seu cão para o ambiente de trabalho – isso tudo com regras a serem cumpridas.

Como tudo na vida, as empresas que proporcionam o salário emocional também querem ver o retorno desse investimento:

  • maior produtividade
  • engajamento de seus empregados
  • baixo turnover
  • diminuição do estresse ou melhoria do clima organizacional

Cada empresa precisará definir suas estratégias observando o seu público interno, as várias expectativas que cada geração tem, e o que é capaz de motivá-las. Lidar com essa diversidade de expectativas, tem sido um desafio constante para as áreas de Recursos Humanos das empresas, isso porque os valores dessas gerações chegam a colidirem com os valores das gerações mais antigas. Tempo de permanência na empresa, por exemplo, já não tem relevância para as gerações recentes, que estão muito mais preocupadas em agregarem o máximo de vivências possíveis, e por isso não se veem por tanto tempo na mesma empresa.

 

O que faz você permanecer na empresa?

Uma pesquisa desenvolvida pela Consultoria GPTW (Greate Place To Work) analisou as perspectivas dos funcionários de várias faixas etárias, identificou que há uma evolução natural nos fatores que definem a permanência ou não do colaborador na empresa. A chamada “estabilidade” se mostrou o quesito menos importante para permanecer ou não numa empresa.  Os pesquisados se mostraram muito mais preocupados com Oportunidades de crescimento, Equilíbrio entre vida pessoal e profissional, Alinhamento dos valores pessoais com a organização, Remuneração e por último Estabilidade.

 

Confira no gráfico da Consultoria GPTW, que mesmo no caso das pessoas mais maduras, o salário e a estabilidade não figurou entre os três fatores mais bem colocados, o que nos leva a entender que mais do que ganharem bem, as pessoas buscam realização.

 

Aproveitando o Salário emocional

Mesmo falando de salário emocional, eu preciso lembrar que ter um plano de desenvolvimento individual é fundamental para que você alcance os seus objetivos a médio e longo prazo. Que relação isso tem com o que estamos tratando? Especialmente se você já é beneficiado pelo salário emocional, fique alerta quanto a como você vem se portando diante dessas oportunidades. Você tem procurado tirar proveito delas de modo a potencializar a canalização de suas energias para um objetivo específico, ou tem apenas usufruído passivamente?

 

A disciplina é fundamental para tudo. Para o trabalho home office, por exemplo, se prepare para entregar as demandas com a mesma qualidade ou maior, de quando o faz na empresa. A palavra-chave neste caso é autogerenciamento. Já nos espaços de socialização, embora você vá encontrar descontração, eles fazem parte da estrutura da empresa, daí porque não se deve exagerar nem se envolver em polêmicas que gerem conflitos. Invista tempo em sua família e demonstre gratidão quando seu gestor reconhecer o seu trabalho.

 

O que levar em conta na hora de adotar essa estratégia?

Vimos que mais do que o valor da remuneração (quantidade), há uma preocupação sobre o que a passagem por tal empresa irá proporcionar ou agregar (qualidade), no sentido de ter muitas de suas necessidades pessoais, familiares e profissionais preenchidas. Vale estar atento, no entanto, a diversidade dos públicos dentro da organização, cada um com suas peculiaridades, expectativas, prioridades e valores. O que torna a missão para o profissional de Recursos Humanos ainda mais desafiadora, pois querer satisfazer a todos é um equívoco. Como RH, melhor não esperar unanimidade nas pesquisas de satisfação interna, pois certamente seu público é composto por várias gerações.

E você, como colaborador, tem salário emocional? Já identificou como fazer uso desse recurso para atingir os seus objetivos de vida em curto, médio e longo prazo?

Você descobriu que não tem salário emocional? Faça um retrospecto, e avalie se aquilo que você tem proporcionado a empresa, está à altura daquilo que você tem obtido dela.

Numa outra perspectiva, avalie também se o que você espera da empresa, está à altura daquilo que você oferece a ela? Esta é a hora de começar a investir em você, e no futuro que você deseja. E certamente isso passa por esta reflexão. Excelente retrospecto!

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FONTES:

http://www.gptw.com.br/institucional/noticias/retencao-de-talentos-o-que-faz-as-pessoas-ficarem-1.htm

http://www.imf-formacion.com/blog/recursos-humanos/gestion-talento/salario-emocional/

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